
"Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender."
“Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.”
“Às vezes eu tenho vontade ser menos intensa, só pra poder entender como o resto do mundo aguenta essas coisas que me devoram permanentemente e de uma forma tão absurda...”
“Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui.”
Clarisse Lispector nasceu em uma família judaica, na cidade de Chechelnyk, enquanto seus pais percorria várias aldeiasda Ucrânia fugindo da perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa de 1918-1920, chegando ao Brasil (Maceió) quando tinha um ano e dois meses de idade.
Mudou-se para o Recife e começou a escrever logo que aprendeu a ler. Falava vários idiomas, português, francês, inglês, mas cresceu ouvindo o idioma materno, o iídiche.
Sua mãe morreu quando Clarice tinha apenas nove anos, após vários anos sofrendo com as consequências da Sífilis, contraída por conta de um estupro coletivo sofrido por ela durante a Guerra Civil Russa, enquanto a família ainda estava na Ucrânia. Clarice sofreu muito com a morte da mãe, vendo-a definhar de dor na cama, pouco a pouco, e muitos de seus textos refletem a culpa que sentia em não poder fazer nada para ajudar a mãe.
Com quinze anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Formou-se em Direito, mas percebeu não ser aquela profissão de advogada que queria para sua vida. Refletindo, descobriu um escape: A literatura. Sempre gostou de criar poemas e escrever histórias. Com apenas 19 anos, publicou seu primeiro conto, "Triunfo", na Revista Pan.
Casou-se com um diplomata, Maury Gurgel Valente, futuro pai de seus dois filhos, e morou na Itália, Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, mas sempre falou em suas cartas a amigos e irmãs como sentia falta do Brasil. Seu filho mais velho sofria de esquizofrenia. Em 1959, se separou do marido e voltou a viver permanentemente no Rio de Janeiro com seus filhos.
Clarice escreveu crônicas, contos, romances, livros infantis, reportagens, páginas femininas, uma peça teatral, enfim, exercitou-se em diferentes registros de textos, mas imprimiu sua marca em todos eles: o texto interroga, faz o natural parecer sobrenatural, imprime um sentido desconhecido.
Faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário.
(Fonte: http://www.claricelispector.com.br)
Clarisse Lispector: "Não me manipule, nasci para ser livre."